10 Regras para investir de forma correta

10 Regras para investir de forma correta

Junho 4, 2019 0 Por carlos

Lembre-se sempre que não há receitas milagrosas para enriquecer, apenas formas e regras para investir de forma correta.

Mas, é fundamental pensar quanto esforço está disposto a enfrentar para poupar dinheiro.

Amealhar para o futuro é quase como fazer desporto: quanto mais praticar, mais fácil será atingir os objetivos a que se propôs. A esta regra junte o milagre dos juros compostos. Ou seja, cada dia que passa sem aplicar dinheiro é menos dinheiro que tem a render sem esforço. Que tal começar hoje?

A seguir enumeramos as principais 10 regras para investir de forma correta.

Comece por fazer um orçamento financeiro

Parece-lhe uma dica obsoleta, pois saiba que só quando mapear todo o seu dinheiro e conseguir contabilizar quanto poderá colocar de parte é que poderá planear os seus investimentos com exatidão e investir de forma correta. Um dado importante neste estudo deve incluir se pretende comprar casa, carro, ou fazer uma viagem, antes de partir para a aventura do investimento.

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Faça um check-up ao seu capital e decida onde e quanto deseja aplicar

Ou seja, utilizando as poupanças, em que ativos financeiros vai investir? A regra básica é nunca colocar todos os ovos no mesmo cesto. É fundamental saber diversificar, porque caso alguma aplicação corra mal, tem sempre a hipótese em aberto de ganhar dinheiro com outros ativos. Chama-se diversificação do capital.

Aplique sempre o seu dinheiro de acordo com o seu perfil de investidor

Conservador, moderado ou agressivo.

O primeiro não gosta de perder dinheiro nem a feijões. O segundo prefere um pássaro na mão. Já o terceiro gosta de sentir a adrenalina das suas aplicações: aventura-se em produtos mais arriscados, mesmo que perca tudo. Mas também é o que obtém maiores mais-valias. O seu lema é: quem não arrisca não petisca.

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Eduque-se

Antes de aplicar dinheiro, faça um estudo exaustivo dos produtos. Não siga a manada. Encontre ativos que se adequem ao seu estilo de vida.

Imagine que decide investir em ações, então faça bem o trabalho de casa, estude a empresa e o setor, os fundamentais, o seu historial, o que mede a sua rentabilidade. Como diz James Cramer, um investidor de Wall Street, compre títulos danificados, não firmas danificadas. E já agora compre a melhor empresa do setor, o que não significa que seja a mais barata. E nunca aplique dinheiro em companhias com maus fundamentais.

Tenha sempre em conta a inflação

Isto porque uma parte dos seus bens pode perder valor por sua causa. Desta forma, é essencial perceber bem como deve investir o seu património, para que ele cresça de uma forma superior ao preço do seu dinheiro.

A inflação penaliza fortemente os investidores. Há quem a considere um imposto escondido, pois faz com que o dinheiro passe a valer menos, não permitindo comprar tantas coisas como antes.

Em períodos de inflação galopante, é prejudicado quem tenha investido em aplicações com taxas de juro fixas. “Inversamente, quem tenha pedido empréstimos sairá beneficiado, porque, em caso de taxas de juro fixas, o dinheiro valerá menos, na realidade, quando for devolvido. É por isso que o endividamento, se as taxas de juro forem fixas, pode ser vantajoso em períodos de inflação elevada”, explica o livro Saber Investir, da Deco.

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Faça sempre um planeamento fiscal

Tire partido dos benefícios que o Estado lhe dá. Há aplicações em que a incidência fiscal é agravada, enquanto outros têm vantagens.

No atual enquadramento, quem tem um título de uma empresa cotada há mais de um ano fica isento de imposto de mais-valias, por isso, pode vendê-la antes de a ação completar o prazo. Contudo, avalie sempre o papel em si, uma vez que estes são investimentos de longo prazo.

Como refere o Manual de Investidor do Banco BIG, “os benefícios fiscais são de longo prazo, e é neste período de tempo que as diferenças entre uma boa e uma má aplicação são ainda mais evidentes. Imagine uma aplicação que tenha um benefício fiscal de 20% na data da sua constituição: se a mesma for a 20 anos, está a falar-se de um acréscimo de 1,05% de taxa nominal anual, algo que facilmente pode ser esbatido, caso seja uma aplicação com menor rentabilidade”.

Invista a longo prazo

É difícil enriquecer em seis meses. A não ser que lhe saia o Euromilhões.

Esta dica relaciona-se com o planeamento e alocação do seu dinheiro a uma diversificação de produtos (depósitos, ações, fundos, certificados de aforro, obrigações, entre outros). Depois tem de esperar para ver se a sua estratégia resultou.

Um dado importante: tenha sempre uma parte dos seus investimentos em produtos com liquidez, assim pode retirá-lo se necessitar do capital ou caso verifique que afinal o ativo escolhido não era assim tão interessante.

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Perder faz parte da vida

Aprenda a lidar com o fracasso e tenha paciência. Conhece o ditado “Roma e Pavia não se fizeram num dia”? O importante é definir o seu limite máximo de perdas.

Aprenda com os erros e afine as suas estratégias. Tenha a mesma atitude perante os ganhos. Caso ocorra um investimento chorudo, controle-se. Mantenha a cabeça fria e invista com a razão. Ponha a euforia de lado. Não perca tudo o que ganhou com a ganância de querer sempre mais… Mais uma vez, aplica-se um ditado popular: quem tudo quer, tudo perde!

Explique as suas escolhas

Quando fizer o planeamento dos seus investimentos, e ainda antes de avançar, imagine que teria de explicar as suas opções a um amigo. Como o convenceria que essas eram as melhores “apostas” para investir de forma correta? Treine este discurso. Pode ficar surpreendido com a ausência total de argumentos.

Excelentes performances passadas não garantem ganhos futuros

E nunca acredite em mais-valias fáceis. Quando houver promessas de ganhos extraordinários, ligue o sinal de alerta. Lembre-se do provérbio popular: “quando a esmola é grande, o santo desconfia”…